quinta-feira, 18 de agosto de 2016

D'Ale: Recopa 2016


Recopa 2016





D'Alessandro disputa hoje o primeiro jogo pelo titulo da Recopa Sul Americana de 2016 com a camiseta do River Plate.
Jogo será em Bogotá, Colombia, contra o Indepediente de Santa Fé.
Lembrando que D'Ale já tem em seu curriculo vitorioso uma taça da Recopa, conquistada em 2011 pelo Internacional.


Foto: SCI

Campeões no ano passado, River Plate e Santa Fé começam a decidir o título da Recopa Sul-Americana nesta quinta-feira às 21h45 (horário de Brasíla) no El Campín, casa do time colombiano em Bogotá.

O Santa Fé chegou à competição graças ao título inédito da Sul-Americana. Os Cardiais não enfrentaram nenhum time brasileiro na competição, mas passaram por equipes como LDU Loja, Nacional do Uruguai, Emelec, Independiente e Sportivo Luqueño até chegarem à final contra o Huracán. Após dois jogos tensos e sem gols, o título veio nos pênaltis para a alegria da torcida colombiana que nunca tinha comemorado uma conquista fora do âmbito nacional.

O River, por sua vez, está acostumado a grandes conquistas. O tradicional clube argentino se sagrou campeão da Libertadores pela terceira vez em 2015 com uma campanha de altos e baixos.



O Santa Fé comemorou a inédita conquista da Copa Sul-Americana em 2015

Pior segundo colocado da primeira fase, em um grupo que continha ainda San José da Bolívia, Juan Aurich do Peru e Tigres do México, que terminou em primeiro, o River avançou para as oitavas de final e enfrentou ninguém menos do que o grande rival Boca Júniors, dono de uma da melhor campanha da competição até então.

Após uma vitória por 1 a 0 no Monumental de Nuñez e muita confusão no jogo de volta, na Bombonera, com direito a spray de pimenta utilizado pela torcida contra os atletas do River, o Boca foi eliminado da competição sem que a partida fosse terminada e a sorte dos Milionários virou no torneio.



O tradicional River Plate disputa a Recopa por ter conquistado sua terceira Libertadores no ano passado

Os argentinos bateram o Cruzeiro bicampeão brasileiro com direito a 3 a 0 em pleno Mineirão e passaram ainda pelo Guarani do Paraguai antes de reencontrarem o Tigres, dessa vez na final. Com um empate sem gols na ida e nova vitória por 3 a 0, o River levantou o caneco e garantiu vaga não apenas para a Recopa, mas também para o Mundial de Clubes no Japão, onde foi derrotado pelo Barcelona por 3 a 0 na final.

Duas camisas pesadas e com força na América do Sul, principalmente pelas conquistas recentes, só podem ser sinônimo de um grande jogo. A primeira partida acontece nesta quinta e o jogo de volta será exatamente uma semana depois, dessa vez no Monumental de Nuñez, em Buenos Aires.

Fonte: Futebol Interior

http://www.futebolinterior.com.br/futebol/Recopa/Unica/2016/noticias/2016-08/RECOPA:-Santa-Fe-e-River-Plate-comecam-a-decidir-o-titulo-nesta-quinta

sábado, 13 de agosto de 2016

D'Ale: Os Colorados te esperam! Por Max Peixoto



Foto: SCI


D'Ale D'Alessandro.

13 de Agosto de 2008. Como passou rápido. Hoje fazem 8 anos do início da linda história de D'Alessandro no Inter. Um menino ainda buscando a retomada após uma longa jornada européia e um clube recentemente carente da saída de seu capitão. Um encontro perfeito. Quem diria que em 7 anos e meio nossa relação seria intensa, a flor da pele. Te alentamos e brigamos, Brigamos contigo, porém brigamos muito mais contigo, por ti. Te bancamos em todos os momentos, principalmente naqueles que a nação estava mais desacreditada em nosso 10. Valeu a pena, como valeu a pena. Naquele noite de agosto, naquele grenal válido por uma competição internacional, vimos um baixinho argentino, de corrida esquisita e fala fina, fazer da camisa vermelha sua armadura e dos colorados o seu povo. Vimos o nascimento de uma referência para a eternidade da história do Internacional. Parece que foi ontem, parece que faz um século. Saudades daquilo que nem sabíamos que ia dar tão certo. 13 de Agosto de 2008, nos vimos a história nascer. 
13 de Agosto de 2016, carentes e apreensivos, esperamos um novo ínicio, esperamos a retomada do rumo que se perdeu. Volver a retomar el curso de su historia en el Inter.
Los colorados le esperan.
D'Alessandro, volta para  retomar o rumo da tua história no INTER.
Os Colorados te esperam.


13 de agosto de 2008. Como ha pasado rapido. Hoy hace 8 años del inicio de la linda historia de D'Alessandro en el Inter. Un pibe que aun estaba buscando la retomada después de una larga gira en europa y un club que estaba sin alento con la salida de su capitán. Un encuentro perfecto. Quien iba dicir que en 7 años y medio buestra relación iba ser intensa, a flor del piel. Te alentamos y peleamos. Peleamos con usted, pero mucho más por usted. Te bancamos en todos los momentos, principalmente en aquellos que la nación se puso mas desecreditada en nuestro 10. A valido la pena, como valió la pena. En esa noche de agosto, en ese grenal valido por una competición internacional, vimos un chiquito, con una corrida extraña y hablando fino, hacer de la remera roja su armadura y de los colorados su pueblo. Vimos el nacimiento de un referente para la eternidad de la historia del Internacional. Parece que fue ayer, parece que hace un siglo. Extrañamos aquello que ni sabiamos que iba ser tan bueno. 13 de agosto de 208, nosotros vimos la historia nacer. 13 de agosto de 2016, sin alento y ansiosos, esperamos un nuevo incio, esperamos la retomada del rumo que se perdió.
D'Alessandro,Volve a retomar el curso de su historia en el Inter.
Los colorados le esperan.









FOTOS; SCI

sábado, 30 de julho de 2016

D'Alessandro: Te extraño Capitán! Por Rosita Buffi





São seis meses sem D'Alessandro.
Em fevereiro de 2016, D'Ale se transferiu para o River Plate por empréstimo, no qual ele iniciou sua carreira futebolística. Deixou o Internacional, Clube que a quase 8 anos 'lhe deu tudo", como sempre falava ( D'Ale completaria 8 anos de Inter hoje)
Li nas redes sociais pensamentos diversos: Muitos apoiaram sua ida, mas esperavam sua volta. Outros agradeceram sua saída, afinal estava velho e lento. Outros, como eu, tristes por saber que quem estava perdendo era nosso amado Inter.
Na realidade, sentimentos dúbios me assolavam o coração, pois sabia que parte de mim o queria longe desse sombrio 2016 que vislumbrava, com essa direção incompetente, e por outro lado saber que ficaria quase um ano distante dele, me deixaria arrasada! Mesmo o acompanhando e tendo contato diário com ele, divulgando sua temporada no River, mesmo assim, a saudade, ela é demais!
São seis meses sem D'Ale. Sem aquela alegria de vê-lo driblando, cobrando falta, escanteio, correndo com seu jeitinho peculiar, questionando companheiros, gesticulando como se estivesse brigando consigo mesmo, impondo respeito em campo com juízes e adversário. Saudade dos encontros no CT para conversar sobre passado, presente e futuro...Saudade de suas entrevistas, de como ele sabia causar uma polemica, de como dava a cara a tapa nos maus momentos, e de como agradava a torcida sabendo fazer uma cornetinha sempre na hora certa. Saudade de mima-lo com chocolates e afagos...
O que  vejo agora, é um mar de murmúrios e pedidos de "volta D'Ale", até pelos mesmos que o queriam longe e diziam "o ciclo acabou"! Não só da mídia, esses nem levo em conta, mas colorados, que esquecidos do que D'Alessandro fazia em campo, o achavam ultrapassado pra o Clube. Que ironia, INTER esse ano está capenga, falta liderança, craque e alguém que tome as rédeas em campo, Falta nosso Capitão. Nosso 10!


 Estaríamos na mesma com ele? Quem sabe? Não nos foi dada essa opção!
A saudade pesa, mas sou daquelas que hoje, está feliz por ele estar longe daqui, com toda essa desorganização que impera nosso dept de futebol. Obvio que sei que a culpa recairia nas costas dele.
Como sempre fizeram...e ele aguentava tudo. Sabem por que né? Amor a camisa. Ao Clube e a torcida. Ele sempre respeitou demais a torcida colorada. Faria qualquer coisa por ela..e faz ainda longe daqui, só olhar nas suas publicações, nunca esquece da gente.


D'Ale é um ídolo colorado. E com certeza ainda nos dará alegrias, Seu ciclo é obvio que não terminou, ele nos eleva a outros patamares com sua bondade e respeito ao próximo, e junto com ele o Inter cresce. Lance de Craque, Campanhas de Coleta de Agasalhos, sempre pronto para ajudar alguém que precisa, muitas vezes ele mesmo vê os pedidos e nos chama para fazermos algo.
D'Ale sabe ser ídolo. Sabe o que isso representa e sua parcela de responsabilidade.
Mais cinco meses nos separam de ter de volta nosso craque vestindo a camisa 10 vermelha, que lhe cai tão bem. Cinco meses que me separam daquele abraço apertado e cheio de carinho, coisa de amigo. Falta pouco colorado, logo poderemos cantar a sua escalação com todo amor em nossas vozes, amor que ele merece, D'Alessandro, e dale D'Alessandrooo!
Cinco meses, passem rápido por favor!!!







domingo, 10 de julho de 2016

D'Ale en River Plate: El recomienzo Por Cristian Martins

Análisis táctica: Cristian Martins
Traducción: Max Peixoto




El recomienzo.
 

Hoy, River ha realizado el primer amistoso de su pre temporada en los Estados Unidos. El partido fue en Fort Lauderdale, y el rival fue el America de Cali, de Colombia. 
Por la segunda vez en ese año, D'Alessandro participó de una pre temporada en los Estados Unidos. En enero, mientras estaba en el Inter, el también estuvo en el pais de la Disney para empezar los trabajos con el equipo colorado. 
El River Plate, durante varios dias estuvo entrenando en el complexo de ESPN, en Orlando, visando el Campeonato Local y la Recopa Sudamericana contra Santa Fé, también de Colombia. 
Ademas, la primera apresentación no ha mostrado mucha cosa para los hinchas en ese inicio de temporada. El equipo empezó con la seguinte formacion: Batalla; Maidana, Ponzio, Balanta y Casco; Arzura, Domingo, D'ALESSANDRO y G. martinez; Mora y Alario.
 Los problemas que el equipo millonario tuvieran que enfrentar fueran los mismos que estamos acustubrados con Inter: desorganizacion y dependencia del talento individual de los jugadores. 
En el primero tiempo, el juego fue sonolento, ninguna de los equipos ha logrado el control del juego, muchos errores de ambas partes. D'Alessandro estaba jugando un poco recuado y poco tuvo oportunidades para apresentar jugadas de efecto.
 El placar del juego terminó 0-0 en la primera parte.
 Tenemos que tener conciencia que és el primero juego de la pre temporada, el equipo no pasa la confianza y el America de Cali se mostró mas preparado para el momento que River.
 La verdadera proba de esto, fue la segunda etapa. El America tomó la frente del partido y inauguró el marcador a los 4 minutos y alargó a los 12. El equipo millonario hizo a los 18 con Vega. El River no tuvo fuerza, para el empate.
 D'Ale salió de la cancha a los 20 para Driussi adentrat a cancha. Vegas hizo penal y Borja hizo 3-1 para el America. Placar final en Orlando.
 La equipo argentino va realizará mas dos juegos en los Estados Unidos: - Miercoles 13/07 - Vs Motagua (Honduras) - Sabado 16/06 - Vs Sevilla ( España)





O recomeço 
Hoje, o River Plate realizou o primeiro amistoso de sua pré temporada nos Estados Unidos. A partida aconteceu em Fort Lauderdale, e o adversário foi o América de Cali, da Colômbia. Pela segunda vez nesse ano, D’alessandro participa de uma pré temporada nos EUA. Em janeiro, enquanto estava no Inter também foi para o país da Disney começar os trabalhos da temporada com a equipe colorada. O River Plate, durante vários dias esteve treinando no complexo da ESPN, em Orlando, visando o campeonato local, a Copa Argentina e a Recopa Sul-Americana, que acontece em agosto contra o Santa Fé, também da Colômbia. Porém, a primeira apresentação não deve ter empolgado os torcedores para esse início de temporada. A equipe treinada por Marcelo Gallardo começou a partida com a seguinte escalação: Batalla; Mayada, Ponzio, Balanta e Casco; Arzura, Domingo, D’ALESSANDRO e G. Martínez; Mora e Alario. Os problemas que a equipe do River teve que enfrentar foram os mesmos que estamos acostumados com o Inter: desorganização e dependência do talento individual os jogadores. No primeiro tempo, o jogo foi sonolento, nenhuma das equipes conseguindo dominar o jogo, muitos erros de ambas as partes. D’alessandro esteve jogando um pouco recuado e pouco teve oportunidades para apresentar jogadas de efeito. O placar da partida foi para o intervalo em igualdade de 0 a 0. Temos que ter consciência que é o primeiro jogo da temporada, o time não passa confiança e o América de Cali se mostrou um adversário mais preparado para o momento do que o River Plate. A verdadeira prova disso, foi o segundo tempo de jogo. O América tomou as iniciativas e abriu o placar logo aos 4 minutos e ampliou aos 12, o River diminuiu com Vega aos 18, mas não mostrou força que poderia culminar com o empate. D’alessandro saiu aos 20 minutos da segunda etapa para a entrada de Driussi. Vega - o autor do gol do River - fez o pênalti que foi convertido por Borja, dando números finais ao jogo: América de Cali 3 a 1 River Plate. A partida acabou logo em seguida, aos 36 minutos, por conta da fumaça causada por sinalizadores da torcida colombiana, o que dificultaria a visão no campo de jogo. A equipe argentina realiza mais dois amistosos nos EUA: - quarta-feira 13/07 – River Plate x Motagua (Honduras) - sábado 16/07 – River Plate x Sevilla (Espanha)




terça-feira, 5 de julho de 2016



D'Alessandro: Seu retorno a Porto Alegre,Eleições no Inter e o Futuro do meia no Clube. 




 "No ano passado, quando os salários estavam atrasados, era D’Alessandro quem tomava as rédeas das negociações. Mais desgaste. Certa vez, dois homens importantes do vestiário conversavam sobre Dida. Um deles chamou o goleiro multicampeão de velho. Não sabia ele que os jogadores estavam ouvindo a conversa no corredor ao lado. D’Alessandro tomou para si a bronca do companheiro. Porque assim é D’Alessandro. Ele resolve. E mais desgaste." 

Por Alexandre Ernst

Saiba mais aqui:






segunda-feira, 4 de julho de 2016

D'Alessandro: Minha idéia é viver em Porto Alegre!



Em entrevita ao diário Olé, D'Alessandro falou sobre os próximos seis meses na argentina: Quer ganhar um titulo para o River.

"Eu quero um título e provar que não voltei a toa."

Falou sobre a saida de vários jogadores do plantel Campeão da Libertadores de 2015 e como o time está se ajustando a nova equipe.

"Quando você é equipe campeã, com os jogadores de Seleção, certo que a  Europa virá para a contratar alguns. Graças a Deus que River ganhou tudo e tem uma chance de vender, mas o futebol fica  desarmado, sem uma base que deu muito ao clube."

Sobre ser Capitão, disse que Gallardo que sabe o que deve ser feito. Mas que sempre vai apoiar, é o seu jeito.

"Eu fui por cinco anos  Capitão no Brasil e sempre disse que o vestiário deve ser sagrado, as coisas não podem sair de lá e se eles sairem é porque há um problema.
"
Sobre ficar na Argentina, disse que as crianças sentem muita falta de Porto alegre, e que devem voltar a morar aqui.
.
"E a minha ideia é viver lá. Para depois do futebol, nós gostamos da cidade e meus filhos pesam sobre a decisão: eles sentem falta Porto Alegre.
Martina tem 10 anos de idade, Santino tem oito e o bebê, que é brasileiro, 11 meses. E minha menina chegou ao Brasil com dois anos e o menino com dois meses. Eles são praticamente gaúchos. Agora nós fomos de férias e os perdemos uma semana, porque eles ficaram  dorminando nas casas dos seus amigos. Com minha esposa  sentimos que este é o lugar para eles. Estou numa fase da minha vida em que eu não quero forçar nada, mas dar-lhes o melhor. E se o melhor é que, se tem que voltar, a idéia é instalar-se lá."



D'Ale falou sobre as redes sociais e o que se fala dele, como lida com isso.

"Não é divertido. Há muitos que conseguem isolar-se de tudo. Eu acho espetacular, mas eu tento e não consigo. Eu preciso saber o que acontece e o que é dito. Tudo na sua medida. Tudo tem um limite. Mesmo que pare de jogar futebol, tudo em torno dele irá me interessa. Eu tento separar a crítica e a opinião, o que vale a  pena e o que  não. Isso faz uns dois anos. Antes que eu tinho raiva de todo. Hoje se me critica alguém que eu não me interesso,  deixo de lado."

Sobre o futuro no River, esses próximo seis meses que ainda lhe restam de Clube, que tem duas competições importantes falou:

"Eu não gostaria de falar sobre estar  ou não sestar, eu prefiro falar sobre estes seis meses que me restam de contrato. Então, depois eu tenho um ano no Inter, mas há eleições no final deste ano e ninguém sabe o que vai acontecer. Vamos ver o que acontece. Penso na Recopa, que é um título importante!




Entrevista completa!


"En River no hay mucho tiempo"
El Cabezón D'Alessandro, a solas con Olé, habla de todo: las presiones, la Libertadores que se fue, las ganas de que Boca no llegue a la final y su deseo. "Quiero un título y demostrar que no volví al pedo".

¿Qué motivos encontraron del flojo rendimiento del semestre pasado?
-Hablamos en el grupo y tenemos la espina porque sentíamos que podíamos pasar a cuartos de final. Si bien no encontramos un nivel parejo, tuvimos buenos y malos momentos. Pero la Copa es eso y en los mano a mano empieza otra Copa. Nos complicó el penal sobre la hora en Ecuador.

-Aunque más allá de ese cruce con Independiente del Valle, no jugaron bien en general.
-Sí, nosotros nos sentimos en deuda, tenemos que mejorar. Es parte de un proceso que viene desde hace mucho. En Inter (de Porto Alegre) me pasó: cuando ganás todo y llegás a un nivel superlativo, después es normal que tengas una caída, una meseta que te obliga a volver a pensar. Tocó justo en el momento que volví a River, pero uno no elige ese momento.

-¿Es importante, como dijiste, que para salir de esa meseta no se vayan más jugadores?
-Ojalá. No es fácil. Cuando sos un equipo campeón, con jugadores de Selección, desde Europa te los vienen a buscar. Gracias a Dios que River ganó todo y tiene la chance de vender, pero futbolísticamente se desarma una base que le dio mucho al club. Esperemos mantener una mínima base para poder rearmar el equipo junto con los que vengan, sabiendo que en River no hay mucho tiempo. El resultado tiene que ser inmediato. No es fácil ponerse la camiseta de River y jugar.


"Quiero demostrar que no vine al pedo"
-En este semestre te quedan dos balas: la Recopa y la Copa Argentina para dejar a River en la Libertadores 2017, aunque no vayas a estar.
-No quisiera hablar de estar o no estar, prefiero hablar de estos seis meses que me quedan de contrato. Después tengo un año en el Inter, pero hay elecciones a fin de año y nadie sabe qué va a pasar. Veremos qué sucede. Pienso en la Recopa, que es un título importante porque te da currículum.

-Una estrella internacional con River que todavía no tenés.
-Sí. Pero lo importante es volver y ganar algo. Hoy se instaló eso: “Tiene que volver y tiene que ganar” porque se dieron varios casos así.

-Aunque no siempre fueron tan inmediatos el regreso y la vuelta olímpica.
-Diego Milito y Verón tuvieron su proceso para ganar cosas, pero en mi caso existe un tiempo corto y trataré de hacer lo imposible para ganar lo que haya que jugar en estos seis meses que se vienen.

-Gallardo te dijo que vas a ser uno de los referentes. ¿Te sentís cómodo en ese lugar?
-Es un proceso también. Cuando llegué lo dije: la historia que tenía en River nadie me la iba a sacar. Viví Infantiles, Inferiores, colegio... Más de 15 años. Aunque había que pasar un proceso, no podía llegar y pisar fuerte. Tenía que volver tranquilo, conocer al grupo, meterme en el ambiente y conocerlos. Ahora, naturalmente se dio que se fueron muchos y hemos quedado los más grandes.

-¿Hablaron de quién va a ser el capitán?
-No. Lo que se habla en el vestuario, a mi manera de ver, queda en el vestuario. Trato de dejarlo ahí. El vestuario es sagrado. Es otra de las cosas que se ha perdido. Yo fui cinco años capitán en Brasil y les inculcaba que el vestuario tiene que ser sagrado, las cosas no pueden salir de ahí y si salen es porque hay algún problema. Si a vos te pierde el baño, es porque algún caño está perdiendo. Algún problema tenés y hay que arreglarlo. Blindar el vestuario es clave para tener un grupo fuerte.

-¿Y cómo ves al grupo con las bajas que sufrió en este tiempo?
-Bien. El vestuario tiene unos pibes bárbaros, me recibieron muy bien, como si los conociera desde hace mucho. Había distancia con algunos no sé si por miedo o por respeto... Pasa que ahora hay muchos chicos. Antes era más parejo. Yo para empezar a jugar tuve que esperar a Gallardo, Aimar y Ortega, y fui aprendiendo de ellos. Ahora los pibes suben a Primera y juegan. Se perdió esa franja de jugadores de 24, 25 y 26 años. Pero cambió todo. Cambió el país, es otra época y el fútbol está inmerso en una locura importante.

-¿Te sorprendió o sabías lo que ibas a encontrar?
-El tema es que hasta que no lo vivís de cerca... Siempre volvía a la Argentina de vacaciones, tenía dos días y viajaba para ver a mis viejos. Eu foi o capitão cinco anos no Brasil e instila o figurino deve ser sagrado, as coisas não podem ir lá e se eles deixam é porque há um problema.Te dicen “me echaron del laburo”, “está difícil”, y trato de ayudarlos. Son amigos de la infancia que siempre estuvieron a mi lado.

-Entonces sabías a qué Argentina venías.
-Sí, pero llegué y me di cuenta de que hay una locura importante. Y en el fúbol... Veía que había cambiado, pero adentro de la cancha es diferente a lo que ves en la tele.

-Deportivamente tu gran meta era la Copa y se les escapó...
-Sí, o hacer una Copa mucho mejor de la que hicimos. Me parece que fue injusta, no por el nivel que tuvimos, que no fue muy alto, pero en el momento del mano a mano merecíamos pasar.

-¿Qué se decían en la cancha contra los ecuatorianos?
-Nosotros intentamos hasta más no poder. No lo podíamos creer. Volví a ver el partido y fueron más de 20 situaciones de gol. Lo peor fue ver al arquero comerse cuatro goles una semana después. ¡Nos queríamos matar! Tuvo su noche justo contra nosotros. No nos dejó ni un rebote... Cosas que pasan: en un partido de diez pasa algo así.

-¿Da bronca ver a Independiente del Valle que va a jugar la semifinal con Boca?
-Da, da. Da bronca porque de repente era nuestro lugar. Creo que lo merecíamos. Hoy con la camisa ya no gana nadie, tenés que demostrarlo en la cancha y creo que lo merecimos. En el Monumental podríamos haber goleado, pero cuando no es, no es. Cuando tiene que ser, como el año pasado, cuando River entró por la ventaja y después barrió a todos, es. Esta Copa no era para nosotros. Descuidamos un poquito el campeonato pero el objetivo era la Copa y no tenemos por qué arrepentirnos porque hicimos todo lo posible para que nos fuera bien en los dos torneos.

-¿Y todavía te duele la eliminación?
-Sí, porque son posibilidades que no sabés si te van a volver a tocar. Estoy en una edad...

-¿Fantaseabas con la foto besando la Libertadores?
-Al menos hacer una buena Copa. Volví a un River campeón, que tenía una muy buena base, jugadores de experiencia que ganaron todo. Pero no me arrepiento de nada. El resultado no fue el esperado, hubiese querido que nos vaya mejor.

-¿Ahora hay que hacerse hincha de Independiente del Valle?
-Sí, pero no por Boca. La primera lectura que hago es que por ahí perdimos con el campeón...

-...
-Por ahí si perdés con el campeón es un poquito más suave. Y después obviamente por la rivalidad que hay con Boca, mejor que no pase a la final.

-¿Querías tatuarte la Libertadores como tenés las tres copas que ganaste con Inter?
-Me hubiera gustado. Volví para ganar cosas. Ese es el objetivo y trataremos en estos seis meses conseguir los objetivos grupales. Y a nivel personal la meta también es ganar algún título y demostrar que no volví al pedo, demostrar que volví bien, entero. A pesar de que pasaron muchos años y todo lo que se dijo...

-¿En estos seis meses que te quedan del préstamo querés demostrar que estás entero?
-Desde que llegué en enero quiero demostrarlo.

-Pero las lesiones no te dejaron tener continuidad...
-Lesiones pueden tener todos. “Está viejo, se lesionó”, decían. Pero un pibe de 20 años también se lesiona. Hay muchas cosas que envuelven una lesión. Yo venía de hacer la pretemporada con el Inter y emocionalmente me jugó en contra volver a River después de mucho tiempo. No fue porque estaba mal físicamente. Y contra San Lorenzo, puede ser también. Veníamos de la eliminación de la Copa y tenía que enfrentar a un club que también me había abierto las puertas en su momento.

-Aimar, Saviola y Lucho González volvieron y terminaron yéndose solos, sin poder cumplir lo que querían. ¿Vos querés romper con esa racha?
-No me quiero meter en los casos individuales. Yo puedo hablar de mí: física y futbolísticamente venía de una situación muy buena, jugando 60-70 partidos por temporada durante ocho años seguidos a un nivel muy bueno. Son casos diferentes, cada uno con sus cosas. Yo tenía confianza en que me podía adaptar de la mejor manera y creo que así fue. Me adapté normal, el fútbol está más rápido, te pegan más, hay más chicos a los que doblás en edad y hay que meterse porque si te quedás atrás, sonaste.

-¿Gallardo te pide algo en especial?
-Me da libertad para jugar, pero obviamente con algunas ideas que quiere que haga en la cancha.

-¿Te sentís más cómodo arrancando por derecha?
-Depende el partido, pero casi siempre me queda mejor el perfil. Es costumbre también porque los últimos años en Brasil jugué por derecha en un 4-3-3.

-¿Es parte del cambio físico? Porque siempre te gustó ir a buscar la pelota muy cerca del volante central.
-El esfuerzo que hacía hace diez años, hoy no lo puedo hacer. El fútbol argentino te obliga a mucho esfuerzo físico, mucho roce, mucha pelea. No se juega tan bien, es más friccionado. Entonces hay que ser más inteligente para aprovechar los espacios, no bajar tanto a buscar la pelota, aunque me cuesta porque si pasan dos o tres minutos sin tocarla me siento afuera del partido. Pero Marcelo no quiere que retroceda tanto sino que desequilibre de tres cuartos de cancha en adelante.

-¿Te cuesta convivir con las redes sociales y con todo lo que dicen los hinchas ahí?
-Es bastante complicado. Yo siempre digo que las redes sociales son el escudo del cobarde. ¿Sabés los mensajes que me llegaban en los últimos años? Me puteaban, me decían “te esperamos en Núñez”, “te vamos a matar”. Hinchas de River... No lo podía creer. Igual, lo tomo como de quien viene. Tengo Twitter, Facebook, Instagram, mi página, y gente que las maneja. Trato de no estar pendiente de eso todos los días porque si no te volvés loco. Aunque es bueno saber lo que pasa.

-¿Y podés no volverte loco cuando te putean?
-No es divertido. Hay muchos que consiguen aislarse de todo eso. Me parece espectacular, pero yo trato y no puedo. Necesito saber lo que pasa y lo que se dice. Todo en su justa medida. Todo tiene un límite. Aunque hasta que deje al fútbol, todo lo que lo rodea me va a interesar. Trato de separar la crítica y la opinión que vale la pena de la que no. Eso me lo dieron los años. Antes me enojaba por todo. Hoy me critica alguien que no me interesa y lo dejo de lado.

-¿Te fuiste a vivir a un country para estar más seguro?
-No. Sigo en Paternal. Busqué algo seguro para mi familia, pero en el barrio de siempre. Te soy sincero, nunca estoy tranquilo. Ahora, estando acá, trato de hablar varias veces por día, que me muestren a los nenes, saber adónde están porque nadie está exento de nada. Que vivas en un lugar más seguro no quita que vayas al supermercado y te pase algo. Te pone triste hablar de esto, aunque es la realidad y hay que adaptarse. En el barrio yo me siento como en casa, me conocen y es adonde más seguro me siento. Obviamente tomando los recaudos que creo necesarios.

-¿Estas cosas te llevan a querer volver a vivir en Porto Alegre?
-Es una idea que tengo desde hace bastante, no desde ahora. Yo tengo mi casa y un montón de cosas allá, hechas y también por hacer. Y mi idea es volver a vivir ahí. Más allá de lo futbolístico, nos gustó la ciudad y mis hijos pesan mucho en la decisión: ellos extrañan Porto Alegre. Argentina les encantó, pero fue complicado por el cambio de colegio y porque allá tienen a sus amiguitos. Martina tiene 10 años, Santino tiene ocho y el nene, que es brasilero, 11 meses. Y mi nena llegó a Brasil con dos años y el nene con dos meses. Son prácticamente gauchos. Ahora fuimos de vacaciones y los perdimos una semana porque se quedaban a dormir en las casas de sus amigos. Con mi mujer sentimos que ése es el lugar de ellos. Estoy en una etapa de mi vida en la que no quiero forzar nada sino darles lo mejor. Y si lo mejor es eso, el día que tenga que volver la idea es instalarse ahí.

-Además está cerca de la Argentina.
-Sí, claro. Mis viejos van cuando quieren, mis amigos hasta viajan en auto, se cagan de risa. Así que obviamente mi futuro tiene mucho que ver con esa decisión. Igual, lo tomo como de quien viene. Tengo Twitter, Facebook, Instagram, mi página, y gente que las maneja. Trato de no estar pendiente de eso todos los días porque si no te volvés loco. Aunque es bueno saber lo que pasa.

-¿Y podés no volverte loco cuando te putean?
-No es divertido. Hay muchos que consiguen aislarse de todo eso. Me parece espectacular, pero yo trato y no puedo. Necesito saber lo que pasa y lo que se dice. Todo en su justa medida. Todo tiene un límite. Aunque hasta que deje al fútbol, todo lo que lo rodea me va a interesar. Trato de separar la crítica y la opinión que vale la pena de la que no. Eso me lo dieron los años. Antes me enojaba por todo. Hoy me critica alguien que no me interesa y lo dejo de lado.

-¿Te fuiste a vivir a un country para estar más seguro?
-No. Sigo en Paternal. Busqué algo seguro para mi familia, pero en el barrio de siempre. Te soy sincero, nunca estoy tranquilo. Ahora, estando acá, trato de hablar varias veces por día, que me muestren a los nenes, saber adónde están porque nadie está exento de nada. Que vivas en un lugar más seguro no quita que vayas al supermercado y te pase algo. Te pone triste hablar de esto, aunque es la realidad y hay que adaptarse. En el barrio yo me siento como en casa, me conocen y es adonde más seguro me siento. Obviamente tomando los recaudos que creo necesarios.

-¿Estas cosas te llevan a querer volver a vivir en Porto Alegre?
-Es una idea que tengo desde hace bastante, no desde ahora. Yo tengo mi casa y un montón de cosas allá, hechas y también por hacer. Y mi idea es volver a vivir ahí. Más allá de lo futbolístico, nos gustó la ciudad y mis hijos pesan mucho en la decisión: ellos extrañan Porto Alegre. Argentina les encantó, pero fue complicado por el cambio de colegio y porque allá tienen a sus amiguitos. Martina tiene 10 años, Santino tiene ocho y el nene, que es brasilero, 11 meses. Y mi nena llegó a Brasil con dos años y el nene con dos meses. Son prácticamente gauchos. Ahora fuimos de vacaciones y los perdimos una semana porque se quedaban a dormir en las casas de sus amigos. Con mi mujer sentimos que ése es el lugar de ellos. Estoy en una etapa de mi vida en la que no quiero forzar nada sino darles lo mejor. Y si lo mejor es eso, el día que tenga que volver la idea es instalarse ahí.

-Además está cerca de la Argentina.
-Sí, claro. Mis viejos van cuando quieren, mis amigos hasta viajan en auto, se cagan de risa. Así que obviamente mi futuro tiene mucho que ver con esa decisión.

ASI LO VI

FEDERICO DEL RIO (Enviado de Olé a Orlando): "La naturalidad de un líder"

“La hacemos acá nomás”. Fiel pibe de barrio, D’Alessandro prefiere sentarse en el piso alfombrado de uno de los pasillos del hotel más que en alguno de los tantos sillones que hay alrededor. Se siente más cómodo así, como si la charla fuera sobre cualquier cordón de las calles de La Paternal. Ese fue y es su lugar en el mundo, aunque los ocho años en Porto Alegre le hicieron conocer otra ciudad a la que piensa volver para instalarse. A los 35, el Cabezón mantiene alta la temperatura de su sangre, pero se lo nota maduro, consciente de la realidad que viven él, su familia, sus amigos y también la sociedad que lo rodea. Los hijos son sagrados y están por encima de la pelota. Por eso, aunque no lo dice, da la sensación de que serán sus últimos seis meses en River.

Volvió, sobre todo, porque tenía la obsesión de todo hincha millonario por la Libertadores. Quería verse en la foto como su amigo Cavenaghi, besando una Copa que ya había ganado con el Inter, pero que deseaba conseguirla con la banda roja en el pecho. Ahora se pone la zanahoria de la Copa Argentina para demostrar, como él dice, que no vino “al pedo”. Para eso se está preparando con una exigencia máxima, como si tuviera 17 más que 35, transformado rápidamente en uno de los líderes del grupo.

La charla se extiende y llega la hora del almuerzo. “Si querés, como y seguimos”, propone Andrés y cumple. Otra vez en el piso, obviamente. Porque si algo no perdió el 10 vestido de 22 es esa naturalidad de mostrarse como es sin fingir ninguna postura.

Fonte Diário Olé
Fotos: El Gráfico, River Plate e Acervo Blog

sábado, 2 de julho de 2016

Redes oficiais D'Alessandro!!



Hay perfiles falsos de D'Alessandro por todo!! Y por eso que decidimos ayudarlos a seguir solamente sus redes oficiales. 

Twitter, Facebbok, Instagram y su Sitio oficial en la Web.

La red social oficial de Andrés D'Alessandro!
Aprende todo aquí!
No se deje engañar!


FACEBOOK



Facebook Andrés D'Alessandro es una página creada en 2012, ahora con sello oficial de Facebook.
Por desgracia, es el lugar que tiene la mayoría de las falsificaciones dos perfiles del ídolo.
 Así ATENCIÓN !!

Facebok de D'Alessandro é uma pagina criada em 2010, já com selo de conferido do próprio Face.
Ìnfelizmente é o lugar que mais tem perfis fakes do idolo. Por isso ATENÇÂO!!


TWITTER





Twitter @ dale10oficial también de 2010 y todavía no tiene un sello de conferencia, pero ya es oficial. Siga el tt algunos amigos y fans. El uso  Twitter hasta que en ciertos intervalos, lo más a menudo administrada por sus asesores;

Twitter de @dale10oficial também de 2010 ainda não tem selo de conferencia, mas é oficial. Segue alguns amigos e fãs. Usa o Twitter até que com uma certa frequência, sendo a maioria das vezes  administrado pelo seus assessores.


INSTAGRAM




El medio más recientes de comunicación con los hinchas. Hecho poco después de su llegada al Ríver Plate en 2016, @ dale10official con dos "F" porque ya había creado una cuenta falsa con el mismo nombre de Twitter, por lo tanto Imposivel usarlo. Hay algunas falsificaciones, y no es una cuenta verificada.

O mais novo meio de comunicação com o fã. feito logo após sua chegada no River Plate em 2016, @dale10official com dois "efes" porque já tinha sido criado uma conta falsa com o mesmo nome do twitter ficando assim imposivel usa-lo. Existem algums fakes, e ainda não é uma conta verificada.


SITE OFICIAL




Sitio Oficial inaugurado en 2010 habla todo sobre D'Alessandro: Biografía, historia, perfil, fotos y actualizaciones en el ídolo.

Site oficial inaugurado em 2010 fala de tudo sobre D'Alessandro: Biografia, história, perfil, fotos e atualizações sobre o ídolo.

Fonte: Blog Andres D'Alessandro
Fotos: WEB 

Dale D'Alessandro!!

D'Alessandro sempre se mostrou um atleta exemplar, quando o assunto é condicionamento físico, natural os mais jovens ficarem admirados cm sua obstinação em realizar todos exercícios de maneira exemplar. Sempre o primeiro da fila, esforçado, e querendo sempre dar o seu melhor. Se sente bem assim. Preocupado em não ter lesões o resto do ano, vem, junto com a equipe do River, trabalhando muito: exercícios de força, rapidez e concentração. Logo veremos em campo um D'Ale 100% focado nas duas taças que disputará no segundo semestre na Argentina: Recopa e Copa Argentina, valendo vaga na Libertadores.

Dale D'Ale

Aunque en el cuerpo técnico pretenden cuidarlo al máximo para que logre su mejor nivel y no vuelva a sufrir lesiones, a los 35 años el Cabezón se exige a la par de los pibes. Y en este semestre va por la revancha.


e pone el chaleco con los cinco kilos encima, arranca y va. Corre para encontrar los conitos con los números mezclados y no fallar y ser el más rápido en los trabajos de neurociencia. Se ata el elástico tensor sobre la cintura y también se exige al máximo para llegar a la pelota. El esfuerzo es mayor para saltar vallas con peso sobre los hombros y después de ese ida y vuelta, picar, retroceder y estar fino para clavarla en el ángulo de un arco para los amigos de Blancanieves.

En el predio pegado a Disney, el que se parece a Mr. Increíble es Andrés D’Alessandro. “Trataré de hacer lo mejor en la pretemporada y prepararme para estos seis meses que vienen”, había avisado el Cabezón antes de subirse al avión. Y en eso está concentrado. “No, yo me siento bien así. Esto es lo que necesito”, responde el 22, número que sigue impreso en su pantalón, cuando le preguntan si quiere aflojar la exigencia. Es que a los 35, el cuerpo técnico pretende cuidarlo al máximo para que este semestre pueda rendir en su mejor nivel. Pero D’Alessandro no quiere saber nada con hacer un ejercicio menos. A la par suya está Tomás Andrade, que con 19 y contento como nene que abraza a Mickey lo mira entre asombrado y admirado.

Con seis meses más de préstamo acordado (después se verá cómo sigue la historia), la intención de Gallardo y del propio jugador es conseguir que pueda jugar con continuidad hasta fin de año. El análisis de las dos lesiones que sufrió tuvo coincidencias: mezcla de desgaste con poco tiempo de recuperación y emociones. El primer desgarro fue en su vuelta al Monumental, cuatro días después de haber debutado en Córdoba, partido en el que, según las mediciones, resultó el fútbolista que más kilómetros recorrió en el Kempes. Y el segundo, 72 horas más tarde del esfuerzo que hizo frente a Independiente del Valle, con la carga emotiva de haber quedado afuera de la Libertadores -el gran objetivo de su regreso a Núñez- y de enfrentar a San Lorenzo, otro de los clubes en los que jugó. Por eso, confían en que esta pretemporada será importante para su puesta a punto y para que no se repitan esos inconvenientes. Más allá de la energía y las ganas del Cabezón, tratan de no sobreexigirlo y hacen mucho hincapié en los trabajos justamente para prevenir lesiones.

D’Alessandro siente el deseo de revancha porque se le escapó la Copa y porque no quedó conforme con lo que hizo en la cancha, limitado por las lesiones. “Encontrarme con un fútbol argentino que se hizo más físico, más rápido, más fuerte, en el que se juega distinto y se piensa mucho menos que antes, implica que tengo que entrenar de otra manera”, contó durante los primeros días en Ezeiza. Con esa mentalidad llegó a Estados Unidos, ya con un rol más importante dentro del grupo -se nota que su liderazgo natural se está aplicando en el interior del plantel- y con ganas de sacarse la espina. No habrá Libertadores en este semestre, pero sí Copa Argentina para asegurar la clasificación a la próxima edición. Y una Recopa que también tiene un gusto especial para él, que aún no puede contar un título internacional con River en su currículum. Con esa meta clara, el Cabezón se prepara como un superhéroe para volver a ser el héroe de la zurda...

ORLANDO (Enviado especial)

sexta-feira, 24 de junho de 2016

D'Ale habla con la prensa argentina.

D'Alessandro: "Tenemos un grupo fuerte, con jóvenes de mucha calidad"


En conferencia de prensa, el mediapunta habló de los objetivos para la pretemporada y el semestre; además, elogió a los juveniles y destacó la importancia del apoyo por parte de los más grandes del equipo.

                                                                                  


Este viernes al mediodía, tras la práctica en el predio de Ezeiza y a pocos días de viajar a Estados Unidos para continuar con la pretemporada, Andrés D'Alessandro brindó una conferencia de prensa junto con Leonardo Ponzio. El mediapunta comenzó hablando de su presente en River: "Fue especial haber llegado al Club después de mucho tiempo (...) Estoy muy feliz de estar acá" e hizo mención al pasado semestre: "No estoy conforme con lo que conseguimos en estos meses", pero haciendo hincapié en que "el grupo dejó todo e intentó hasta el final".

Sobre lo que viene, apuntó: "Trataremos de trabajar para hacer lo mejor. Tenemos la Copa Argentina y dos partidos para ganar un título", y agregó que el recambio "después de que River formó un grupo que ganó todo es normal".

Por otra parte, D'Alessandro destacó que "tenemos un grupo fuerte, con jóvenes de mucha calidad" en el cual "los más grandes tenemos que aportar lo nuestro".

"River es muy grande. Tenemos muchas cosas importantes por delante", dijo el jugador surgido en las Inferiores "millonarias". "Los que conocemos River valoramos al Club. La camiseta de River no se la pone cualquiera; hay que merecerla", concluyó.


Fonte/Fotos: Sito Oficial River Plate

terça-feira, 21 de junho de 2016

D'Alessandro: "Seguem me chamando de Andresito"



Andrés D'Alessandro: "Seguem me chamando de Andresito".

Aos 35 anos, 13 depois de sua saída do River, el Cabezón apostou no grande desafio de sua volta. Acha que são normais a desconfiança da torcida, acredita que começa do zero e afirma convencido: "Tenho fome de títulos".

River Plate

"Foi aqui somente, com o auxiliar, me lembro bem", assinala com os olhos, movendo levemente para frente e apontando para a para o outro lado da porta de entrada do espaço vip do estádio do River, sem soltar o mate, que convidara com generosidade durante a hora da conversa, com o Monumental nas suas costas.

- O problema não foi com o Tolo, mas com seu professor. Havia terminado o treino, eu queria ficar chutando faltas e ele não deixou.

O que fizeste?

- Falei pra ele que era uma barbaridade, peguei 3 ou 4 bolas que haviam e fui chutar igual.

E então?

- Me excluiu, me mandaram uns dias para treinar com os suplentes e depois voltei a treinar com os titulares

Sempre foi cabeça quente, D'Alessandro. No sentido exato da palavra, e isso esteve na cara desde quando era menino, a tal ponto que seu pai Eduardo colocou o apelido sem pensar muito. E no sentido figurado também: era dos que contestavam os grandes quando o batiam, ou um dos que se anojavam com os treinadores quando não deixavam ele bater faltas depois do treino.

- Agora também faço, mas  não me excluem mais.

Segue com a cabeça grande o garoto que entrevistamos, mas talvez os anos, quem sabe viver longe do país e da família, seguramente a paternidade, lhe apaziguou o caráter, o convertendo em um ser mais dócil, menos brigão, mais sensível, menos impulsivo. Em um homem de lágrima fácil, também.

É segunda pela manhã. Andrés chega no clube as 10 hs em ponto para a entrevista, enquanto seus companheiros estão regressando de Bahia Blanca, depois da vitória sobre o Olimpo. O treino está marcado para as 11:30, assim haverá tempo para conversar, só faz falta uma boa companhia. 
"Busco o mate e vou para lá", avisa depois do cumprimento, enquanto entra no vestiário.
 Anda com um abrigo esportivo que chega até a canela.
Não parece ter 35 anos, ainda que tenha completado a 3 dias, no que, o programa de TV de Jorge Lanata chamou de "Dia D... apostrofe". É que no dia 15 de abril fazem aniversário D'Onofrio e D'Alessandro, el presidente e o craque. Vamos conversar

- Meteu o gol no The Strongest e tapou os olhos, o que estavas sentindo?
- Primeiro, alivio, mais que nada por tudo que se estava dizendo. E tranquilidade, porque ainda estou me adaptando, e não é fácil, encontrei um futebol muito diferente. E se passa essa partida, ia ficar uma bola de neve grande. Apesar de tudo, superar a lesão muscular,  evidentemente voltar ao monumental, contra o Godoy Cruz, deixou marcas no meu emocional. Já havia acontecido o mesmo quando vim jogar com San Lorenzo em 2008, pelo campeonato argentino: dei um pique aos 15 minutos e tive que sair...

- "Con D'Alessandro, River no ganó". Escutou isso?
- Sím. Por um lado não tem nada a ver, mas por outro eu dizia pra mim mesmo: "Filha da p* , voltei, e já se vai 4 ou 5 partidas sem ganhar, por que!?". Sei que não é responsabilidade só minha, mas te machuca.

- Que imagem apareceu primeiro na comemoração?
- Foi emocionante, as imagens de muitos anos atrás, de haver me criado nesses corredores desde de muito menino, com 8 anos. E tu consegue acreditar que meu primeiro gol com esta camiseta, contra o Estudiantes, foi quase idêntico? Aqui no Monumental, mas nesta goleira (olha pra trás, aponta a área que está mais próxima de nós), entrando pela direita. Recebi um pivô do Burrito Ortega e finalizei de bico na primeira trave. É o destino, não? Por que não tenho muitos gols de bico na minha carreira e os dois primeiros, naquela etapa e nesta, fiz assim.

- Sentiste alivio porque queres demonstrar que está bem?
- São muitas coisas que as pessoas devem pensar. Tenho 35 anos, me fui com 22, é muito tempo, me parece normal que tenham duvida de se perguntar: "como estará?" "Para que veio?"

- Estás meio chorão? No teu primeiro gol quase te desmancha; na coletiva de despedida no Brasil chorou...
-Estou mais sensível, antes não era assim. Ser pai me mudou muito. Tudo bem , mas ainda que as vezes me dá vergonha. Não gosto de me ver assim. Nem chorando, nem jogando pouco. Minha forma de correr... nunca gostei de ver depois das partidas pela TV.

- Estavas preocupado como iam te receber o pessoal do River?
- É, preocupado não, mas a verdade, me surpreendeu. Porque esperava algo mais frio e me receberam com muito carinho, sobre tudo nos corredores do clube. Isto é  genial  no River. Desde o Gordillo, que foi o tecnico e que me deu continuidade na base até Dario Olmos, que era dirigente de futebol amador quando eu era muito menino, os roupeiros, gente que trabalha no clube a muito tempo...
Estamos todos mais velhos, mas se lembram de cada detalhe das coisas, seguem me chamando de Andresito. Tudo isso me deixou muito feliz.

El Grãfico


- Havia vindo ao clube depois de jogar no San Lorenzo?
-Uma vez contra Patronato, ao fim de 2011, com River 1-0. Vim com Saviola, entrei meio escondido. Não com medo, mas sim com respeito às pessoas, porque não sabia como podiam chegar a me receber. Foi minha unica visita ao Monumental. 

-No estádio do Argentinos Jrs ia mais seguido...
-É que moro a duas quadras, sempre escapei no bairro para ir ali.

- Mas tu tinhas vontade de vir ao Monumental?
-Obvio. Não sabia o que poderia acontecer. Não  que eu tinha certeza que iriam me xingar, mas por via das duvidas, não queria forçar uma situação feia e evitável. Agora se deu tudo muito bem e naturalmente. A verdade é que estou agradecido, porque  o torcedor fanático de repente não entendeu a mensagem daquela noite de 2008, ou se bloqueou e não a quis ver. Nesse momento eu necessitava voltar ao país porque queria que meu filho nascesse aqui. Já haviamos passado mal com o nascimento da minha filha na Inglaterra, decidimos voltar e a primeira coisa que fiz foi chamar o Aguillar. "Não há problemas, resolvemos", ele me disse. Mas desapareceram e não me chamaram mais. E quem se interessou foi o San Lorenzo.

- Não insistiu com o Aguillar, nem perguntou mais pra ele como tudo seguia?
-Não, já estava decidido: Lhe falei uma vez e ponto. Nunca fui aonde não me quiseram. Passou uma semana, não me chamaram, Tinelli se comunicou, todos os dias viajou para Espanha para finalizar e pronto. Foi tudo muito claro.

- E agora quem deu o primeiro passo: você ou River?
- Viu que quando tem que dar? Nesses casos no há possibilidade acontecer erros.

- Mas um faz a primeira chamada...
- Eu tinha contrato no Inter. As pessoas me amam, e o clube nunca me deixou sair. Em 2011 tive uma proposta da China e nesse momento o Inter renovou outro vez.
Tive três renovações. Foi demostrações de carinho, de me dizer: "esta é tua casa, fique", e isso dificultou minha saída para qualquer lado, não só pro River

- E porque mudou tudo?
- Houve um desgaste normal. Assim, quando as coisas estavam boas a culpa era minha, quando estavam mal também. Eu poderia ter ficado, mas não sou dos que fazem de indiferente, ainda tenho esse fogo dentro, essa vontade de seguir ganhando. E como River realmente mostrou interesse, nem pensei. No River eu nasci, foram quase 15 anos, ainda que pouco no profissional e só ganhando títulos nacionais, a diferença do Inter é que ganhamos tudo em 8 anos. São duas coisas diferentes, mas sei que sou daqui e que todo que tenho e que eu fiz na minha carreira é graças ao River, o clube que me formou.

-Quem chamou primeiro: você ou Enzo?
-Com o Enzo sempre conversei, mantive a relação nesses anos, como a mantive também com Heran Diaz e Leo Astrada, ou com o Chacho Coudet e Ortega, com Almeyda, e não tanto falando de futebol, mas sim da vida. Você sabe minha história de gandula, as fotos que tirei com vários, em especial com o Enzo.

- Sentias que já não voltaria?
- A medida que passava o tempo, o via como mais difícil. Pela idade. Graças a Deus não sofri lesões importante e entrou essa gente que arrumou o clube e isso ajudou muitissimo. Tinha uma chance avançada de ir aos Emirados, mas quando o Enzo me comentou que as portas do clube estavam abertas, pedi pro Matias Aldao, meu empresário, que se juntasse com o presidente para saber se havia interesse concreto ou se era como sempre.

- Aqui ficamos sabendo no dia de concretizar...
-Por isso deu certo as coisas. Porque se trabalhou assim, entre 2 ou 3 pessoa, com Rodolfo e Enzo, de uma maneira muito profissional. O único que pedimos foi isso, por respeito ao Inter. Depois, o dinheiro não foi problema, se não nem teria pensado em voltar a Argentina, onde se ganha muito menos que no Brasil ou nos Emirados. Logo, só faltava uma coisa...

-Gallardo?
-Claro. Marcelo me chamou, queria saber como estava minha cabeça, me disse que fisicamente não precisava me ver porque havia me visto nos últimos meses. E foi muito sincero. "Olha, tu chegas do zero, é um mais.", me explicou. Deixei claro que estava com fome de ganhar coisas, os títulos internacionais que não tive a sorte de conseguir no clube.

- Te lembras da eliminação contra o América de Cali em 2003?
- Claro, e quero me matar, esse ano sentíamos que poderíamos chegar, que tinhamos equipe, havíamos eliminado o Corinthians....

- Quando falas de Francescoli você diz "el" Enzo...
- Como se eu fosse o menino que entregava a bola, não? (risos). Acontece que eu vivi a época muito de perto. É uma pessoa simples, te trata como qualquer um, mesmo com tudo que significa para a história do clube.

Um pausa durante a conversa. Como no campo, quando recebe a bola, para clarear o panorama. Toma uns segundos e pensa bem no que disse. E como o disse.

Sim, Francescoli o admirou ao lado do campo, Ortega o pode disfrutar como companheiro.

- Ortega eu encontrei num treinamento em Ezeiza. Ele estava com a base, vinha com um bolsa de bolas e eu gritei atrás: "hey, traga uma bola, tchê!" (Parece que este garoto não pode ficar sem chutar uma bola). E Ortega em seguida se deu conta: "Para, respeita" e depois demos um abraço e ficamos conversando. Com Ortega nunca perdi o contato, como te falei.

- E com Gallardo?
- Com Marcelo só compartilhei alguns treino na seleção. Em 99, quando ainda não tinha chegado na reserva do River, Bielsa me levou para uma turnê pela Espanha. Vários  garotos chegavam perto para conversar, Marcelo era um.

- Teve que marcar ele?
- Não, não, porque jogávamos na mesma posição. Pra mim sobrava trabalhar com os defensores titulares. Sofria bastante...

- Quem te deu a porrada mais forte?
-Ali estavam Chamot, Pochettino, Vivas... esses eram duros. Zanetti e Juampi muito bons, tranquilos, treinei com Redondo, com o Cholo Simeone, outro duro...

- Te batiam e tu reclamava?
- Não, na seleção não, eu era muito menino.

- No River sim...
- Aqui sim, reclamava (risos) ou fazia cara feia. Ou dizia "quer me bater, tchê?". Aqui vários me bateram.

- Quem foram?
- Aqui sofri com Trotta, Leo Ramos, Hernan Diaz. Leo e Hernan me batiam e depois me davam a mão para me levantar. Mas os outros, me batiam e me deixavam atirado (risos)... Me ensinou muito tudo isso, são coisas que te vão lapidando, porque não deixa de existir esse instinto. Para mim fez bem, para saber os limites, como tu tens que te comportar com as diferentes situações, como tu tens que respeitar os mais velhos quando sobe pro profissional. Eles nos ensinaram bem. Hoje tudo mudou.

- Gallardo te pede para ficar na direita ou tu vai naturalmente?
- Eu vou, antes eu ia quase sempre pelo meio, mas o futebol argentino está mais físico, mais rápido, se joga menos e se corre mais, se pega mais e há que tratar de buscar mais espaços porque não tenho velocidade igual antes, depende tudo muito mais da decisão rápida em minha cabeça.

- NO Brasil tu jogava parado na direita?
- No Brasil joguei muito tempo na direita. Com Dunga e Abel Braga não tínhamos meia de ligação.

- Teve o Dunga como treinador?
- Sim, até hoje tenho uma relação muito boa, fazemos muitas coisas sociais juntos para as crianças. Sempre torço por ele. Me parece uma cara simples, ganhador, que não faz rodeios. A mim me tratou super bem, até uma vez me pediu na seleção brasileira, e nós rimos... No Inter jogamos dos anos seguidos sem meia de ligação e eu jogava na extrema direita, então ficava com o campo pra dentro. Se tenho que fazer um cruzamento com a direita, posso fazer né (risos), mas pela esquerda me sinto fechado contra a linha lateral.  Já não sou mais um jogador de velocidade que posso correr e cruzar.

- Chegar a uma equipe que ganhou tudo não deve ser fácil. A fome vai se perdendo, muitos querem sair...
- Aconteceu comigo no Inter, onde ganhamos tudo.  Só equipes incríveis como o Barcelona podem conseguir manter-se no topo por tantos anos e mesmo assim, tem  suas baixas. Mas estamos tentando. Manter a identidade que o River mostrou na Sul-americana e na Libertadores: uma equipe guerreira, dura, não que vá contra a história do clube, mas sim mostrando outras coisas que muitas equipes do River não tiveram. Eu sinto que começo do zero, os campeonato que ganhei no clube são historia. Voltar é um desafio enorme para mim, mostrar que estou pronto, que tenho fome...


- Quem tem mais rivalidade: o argentino com o brasileiro ou vice-versa?
- Me parece que nós contra eles. Tantos jogadores argentinos que se destacaram no Brasil nos últimos anos fez que nos respeitasse muito mais. Sempre gostaram de jogadores argentinos, como nós os brasileiros, mas essa rivalidade que existia entre equipes e seleções baixou muito. Eu me senti muito repeitado e querido lá.

-Encaram o futebol de outra maneira...
-Eles não tem tanta raiva, é certo. E um ponto que reconhecem que o jogador argentino tem algo diferente, que lá chamam de raça, por isso não querem jogar contra nós.

- De verdade, Andrés, pensavas que já não ia voltar ao River? Porque tu não tem muita tempo...
- Ia se complicando é claro. Mas não quero me por prazos, mas de repente jogue mais 3 ou 4 anos, eu me cuido bastante.

- Vais jogar até os 39?
- Ainda me falta jogar de segundo volante um tempo, ao lado de um volante que corra (risos). Tem que ver, de repente o ano que vem me canso, o futebol tem essas coisas, mas 2 ou 3 anos, tenho quase certeza.

- No fim do ano voltas ao Inter?
- Tenho contrato até dezembro de 2017. No Inter tem eleições no fim do ano e verei o que acontece no clube, depende um pouco de como me sairei no River este ano.

- Há possibilidades que permaneça aqui?
- Está tudo aberto. Devo voltar ao Inter no final do ano e depois veremos. Mas não quero pensar tão a frente, mas sim desfrutar o presente, o River, o meu clube. Foram 13 anos vendo de fora, por que vou apressar?

- Tens claro o futuro depois da aposentadoria?
- Suponho que seguirei trabalhando no futebol. Técnico pode ser, eu gostaria, vou começar um curso. Ou diretor esportivo, no Inter já falei com varias pessoas. Veremos. No principio, minha ideia é viver em Porto Alegre, meus filhos pedem isso encarecidamente.

- O que dizem teus filhos do cavanhaque?
- O bebe não gosta, meio que machuca ele. É a unica barba que cresce, na realidade, nos lados não sai nada de verdade.

- Tens filhos de todos os países...
- Sim, minha casa parece as nações unidas. Martina tem 10 anos e nasceu na Inglaterra, Santino, de 8, é daqui e Gonzalo, que tem 8 meses, é Brasileiro. Minha menina gosta de futebol, e ia em uma escolinha em Porto Alegre, o menino o mesmo. São diretos os dois e já vieram no Monumental, encantou eles. A camiseta de River já tinham por meus amigos, mas como não viveram a minha época aqui, mais ou menos eu expliquei pra eles algumas coisas que vivi aqui, alguns vídeos de quando era menino. Ficaram olhando, sem acreditar.

El Grafico

- O dia da tua apresentação oficial tu tirou a camiseta para impressionar um pouquinho com teus abdominais, vai dizer que não?
- Não, não, foi casualidade, mas bom, aproveitamos para mostrar que não estava gordo, nem nada.

Encerra com seu selo Andrés, relaxado, mais dócil, menos brigão, mais sensível, menos impulsivo, um pouquinho menos cabeça quente, mas com a magia do gramado intacta. Assim no campo como na conversa.

Gandula Andresito.

O que estava de jaqueta bordo, buscando participar do bolinho de jogadores depois do 3 a 3 contra o Boca (gol de Celso Ayala, Clausura 97) é o pequeno Andrés.
" Sim, me recordo bem, até tive que me agachar porque o Burgos estava vindo voando para aterrizar ali. Com meus companheiros, nos brigávamos para alcançar as bolas perto do banco, ali era bom para conhecer os jogadores e o técnico, para ver quando eles entravam e saiam do vestiário, para tirar fotos. Assim consegui a que tenho com o Enzo. Atrás do gol saias nas fotos quando havia gol, mas era melhor perto do banco. E o pior era do lado Belgrano: ali não havia faixas, ficava longe de tudo". Estrategia pura. Sobre os jogos preferidos: " Tive muita sorte, porque fui gandula na Libertadores, na Supercopa e no tricampeonato, peguei todo os títulos de Ramon, não posso me queixar. O dia que ganhamos a Libertadores em 1996, invadi o campo para ver se conseguia algo, era uma loucura... Acredito que consegue uma venda, que tive que arrancar dos pés, não me recordo de quem. Davam liberdade para nós pedir aos jogadores, obviamente não podia incomodar muito, mas eles nos conheciam pela roupa e porque sempre eram os mesmos, Saviola também estava".

Coincidencias

D'Alessandro tem vários pontos de contato com Gallardo. Não só o talento e a função no campo, mas também por ser aconselhado por um dos grandes maestros que o River teve na sua base: Adolfo Pedernera. "Tive a sorte de estar no infantil com esse homem que vinha muito seguido para conversar. Para mim significou muito, nos dizia que devíamos pensar somente em jogar futebol, que nunca tínhamos que jogar sem alegria, coisas fáceis, mas quando se é muito menino é preciso que alguém lhe diga. Isso ficou gravado pra sempre em mim". Gallardo também resgata com emoção ao meio campo de "Lá Maquina". Outros pontos de contato de Marcelo Gallardo e Andrés? Os dois jogaram em Estrella de Maldonado, um dos clubes de criança mais respeitados na FAFI (Federacion Amistad de Futbol Infantil), chegaram no River com um ano de diferença (Andrés é 5 anos mais novo, mas chegou aos 8 anos, menor que Gallardo), foram treinados no inicio por Gabriel Rodriguez e Titi Montes, ambos tem 3 filhos e um deles se chama Santino.