quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Será que conseguimos acertar o time???





Texto: Lucas Collar | Foto: Gazeta Press

Diante do Oeste, no Beira-Rio, pela segunda fase da Copa do Brasil, D’Alessandro novamente esteve em campo e comandou o time no primeiro tempo na melhor atuação da equipe na temporada até aqui em 2017 na vitória por 4 a 1 diante do time paulista. O argentino teve um posicionamento interessante e que deu certo até aqui. Sem a bola, fica com menos obrigações defensivas, mas com a bola participa de todo trabalho de armação e se movimenta muito.

Além disso, D’Alessandro chama a marcação adversária e acaba abrindo espaços para seus companheiros chegarem na área para concluir. No primeiro gol, anotado por Brenner, D’Ale dá lindo passe para Carlinhos que cruza na trave e no rebote o centroavante abre o placar. No terceiro gol do Inter, também chama a marcação e abre espaço para a tabela de Brenner e Uendel, que culminou no gol anotado pelo volante Charles.

Porém também é preciso ressaltar a sequência e rodízio de faltas em cima de D’Alessandro. Os jogadores do Oeste caçaram o capitão colorado em campo com algumas faltas bem fortes. Uma delas, inclusive, fez com que o camisa 10 sentisse uma pancada e fosse substituído no intervalo por Seijas. Um acerto de Antônio Carlos Zago, já que a sequência de jogos é grande, inclusive, com um Grenal se aproximando, onde o camisa dez do Inter será fundamental, como vem sendo desde 2008, quando pisou em Porto Alegre pela primeira vez.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Sem imediatismo! Nosso legado é zero! Recomeçar com apoio da torcida é prioridade!



Texto: Rosita Buffi | Foto: Alexandre Lops

Vamos falar sobre INTER.

Infelizmente nossa rotina esse ano será postar comentários e análises de jogos com adversário diferentes do que imaginávamos. Jogar a Série B ainda é um mistério. Só tínhamos proximidade por conta das duas vezes que nosso rival lá esteve.

Vamos continuar aqui no Blog repercutindo todas as atuações de D'Ale em jogo, análises táticas e treinos. D'Ale que voltou da Argentina, onde poderia muito bem estar jogando Libertadores, para nos resgatar da B, da mediocridade de onde nos deixou a antiga direção.Voltou para nos dar um ombro amigo na hora das críticas, nas horas de desespero, na hora de ver o INTER jogar mal contra um time sem expressão alguma no âmbito nacional.
Voltou para dar entrevista pedindo apoio da torcida para o grupo, que ele sempre defende. Ele sabe. Ele entende. Voltou para nos comandar.

D'Aledepedencia? Talvez. Com certeza. Sempre. Algumas coisas ainda estão sendo resolvidas em campo. No vestiário. Gente chegando, gente saindo. Temos sim que ter paciência. Foram dois anos dilapidando uma história centenária. Não é assim, em dois meses que as coisas se encaixarão. Começo do zero! Estão assustados? Eu estou. D'Ale deve estar.

Mas não podemos deixar de ser otimistas. Deixar de acreditar em nosso Capitão, e no grupo que está sendo formado. Ele, D'Alessandro, não trabalha sozinho. Para si. Trabalha para um grupo. Assim como seus passes que viram gols D'Ale nos dá assistências, e espera que nós, torcedores, saibamos aproveitar e ajudar essa reconstrução do Sport Club Internacional.

Um Garçom Chamado D'Alessandro!






Texto: Lucas Collar | Foto: Ricardo Duarte

Sem D’Ale, as coisas estariam ainda mais complicadas em 2017

O Inter se classificou para a segunda fase da Copa do Brasil após vencer o Princesa do Solimões por 2 a 0 em Cascavel com gols de Valdívia e Brenner no segundo tempo. Porém, mesmo sem marcar gols, o destaque do Inter na partida foi o capitão D’Alessandro. O meio-campista comandou todas as jogadas ofensivas e, ainda por cima, deu as duas assistência para os gols do jogo.

D’Alessandro começou o jogo em uma função diferente daquela que estávamos vendo, por exemplo, nos jogos contra o Fluminense e Caxias, onde jogou centralizado com a bola e, sem a bola, sendo o homem mais adiantado com menos funções defensivas, ou seja, se desgastando menos fisicamente e puxando o contra-ataque com a retomada da bola, articulando as jogadas e sendo a mente pensante do meio-campo.

No segundo tempo, D’Ale mostrou toda sua qualidade técnica e decidiu a partida mais uma vez em 2017. No primeiro gol, o 10 descobriu Valdívia livre na área que bateu firme para inagurar o marcador. No segundo gol, uma pintura de assistência. Na ponta esquerda, D’Ale cruzou na medida para Brenner, que matou no peito e finalizou de primeira para dar números finais ao marcador.

Ainda estamos no começo de temporada. O time ainda está em formação. Mas aos poucos as coisas vão ficando claras. A principal delas é que mesmo oito anos depois, D’Alessandro segue sendo a principal referência técnica e anímica do Inter e, com toda certeza, as coisas seriam ainda mais complicadas neste recomeço, em 2017, se o argentino não estivesse em Porto Alegre neste momento.

domingo, 12 de fevereiro de 2017

D'Alessandro: O 10 que ainda faz diferença!



Texto: Lucas Collar | Foto: Ricardo Duarte

O empate do Inter contra o Caxias, por mais que o resultado tenha sido ruim para o colorado, que ainda não venceu no Gauchão, segue dando boas amostras quanto ao camisa 10 do Inter: D’Alessandro. Uma delas mexe com o imaginário do torcedor que fica pensando o que teria sido de 2016 se o capitão tivesse permanecido em Porto Alegre e não fosse dar alegrias a outra torcida vermelha e branca que reside em seu coração.

Depois de ser eleito o melhor jogador em campo contra o Fluminense, na última quarta-feira pela Primeira Liga, D’Ale esteve em campo novamente neste sábado contra o Caxias, mesmo com a informação sobre uma possível preservação por conta da sua questão física fosse ventilada após o treino da última sexta-feira no CT Parque Gigante.

Durante os noventa minutos que esteve em campo, o argentino batalhou, armou as principais jogadas do Inter, mesmo sob forte marcação do time da serra, exerceu o papel de capitão e acabou sendo coroado (ou coroou os presentes no Beira-Rio) com um lindo gol.

Aos 30’ do segundo tempo, recebeu cruzamento de Uendel e, de primeira, acertou um lindo chute de perna direita, sem deixar a bola cair e inaugurou o marcador sem deixar chances para Marcelo Pitol. Aliás, o gol saiu justamente quando D’Ale seria substituído por Seijas, provando mais uma vez a grande estrela que tem o camisa 10.

Mesmo que o resultado não tenha sido positivo, algumas coisas vão ficando claras com o passar dos jogos do Inter na temporada. A principal delas é que D’Alessandro segue atuando em alto nível técnico e físico. E que faz com que eu possa afirmar, em Fevereiro, que ele continuará sendo a principal peça do Inter em 2017, assim como acontece desde sua chegada em 2008.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

A magia reapareceu no Beira Rio!


Texto: Lucas Collar | Foto: Acervo Blog
A magia reapareceu no Beira-Rio

O torcedor não estava acostuamdo a ver tanta qualidade dentro de campo concetrada em um jogador só. Porém, na vitória do Inter contra o Fluminense por 1 a 0, nesta quarta-feira pela Primeira Liga, D’Alessandro ofereceu um prato cheio para os admiradores do bom futebol e desfilou qualidade, técnica, vigor físico e foi o melhor jogador em campo na vitória colorada.

O jogo também apresentou uma mudança interessante. Diferente dos jogos contra Veranópolis e Novo Hamburgo, onde D’Alessandro apareceu isolado no lado direito do campo, dessa vez, atuou centralizado na frente de Anselmo, Charles e Rodrigo Dourado e com total liberdade para cair pelos lados. O resultado foi o melhor possível. Já na primeira etapa finalizou, criou e fez boas tabelas com Alemão e Uendel. Além disso, foi responsável pelo lance mais bonito do jogo, que pamem: não foi um gol.

Após receber um passe ruim de Valdívia, D’Alessandro dominou a bola com a qualidade técnica que Deus lhe deu na ponta direita. Para completar, aplicou uma desconcertante e tradicional “La Boba” em Lucas Fernandes e por pouco  a jogada não terminou em gol, mas para o torcedor, que foi a loucura no Beira-Rio, o lance valeu mais do que isso.

Na segunda etapa, com o mesmo posicionamento, foi novamente o homem mais perigoso do Inter. Quando o time estava sem a bola, se postava como  o jogador mais avançado para puxar um contra-ataque em caso de retomada da posse. O que aconteceu diversas vezes e, por pouco, mais gols não saíram na mágica perna esquerda de D’Alessandro.

Ao final do jogo uma cena curiosa. D’Alessandro reuniu o grupo todo no centro do gramado e ao notar a ausência de Diego, que estava tirando fotos com os torcedores na arquibancada, foi buscar o atacante para se juntar ao restante dos jogadores, para agradecer a presença e apoio dos torcedores na partida diante do Fluminense. Aos poucos as coisas vão voltando ao normal. A principal delas é o casamento entre D’Alessandro e o Inter que vai muito bem, obrigado.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

D'Alessandro: "Podemos jogar mal, mas não sem vontade!"



Texto: Lucas Collar | Foto: Sport Club Internacional


D’Alessandro diz que está bem fisicamente e promete dedicação em ano de reestruração do Inter

D’Alessandro foi atração do dia do Inter no CT Parque Gigante. No último treino antes do confronto diante do Fluminense, o camisa 10 concedeu entrevista coletiva e falou sobre muitas coisas, inclusive, sobre o sofrimento, à distância, com a situação que o clube viveu na temporada passada com um inédito rebaixamento para a Série B.

O camisa 10 revelou que, mesmo de longe, acompanhou o Inter durante todo o ano passado e que sofreu junto como todo torcedor com o rebaixamento. Porém, ressaltou que o clube precisa se reestrutuar em todos aspectos, seja direção, jogadores, vestiário e que isso está acontecendo neste começo de temporada e que os resultados não poderão ser vistos agora pois é apenas um início de trabalho.

Além disso, ressaltou que os torcedores e muitas pessoas que trabalham no clube a muito tempo, não mereciam estar passando por isso, mas que isso só poderá ser arrumado com muito trabalho e dedicação. Pediu paciência para o torcedor, porque o grupo fará de tudo para devolver o Inter ao seu devido lugar com muito caráter e personalidade.

Para finalizar, o gringo também destacou que mesmo que esteja prestes a completar 36 anos de idade e que seja chamado de “velho” por muitos, está bem fisicamente e que veio de um futebol muito mais competitivo que o brasileiro nesse quesito e que foi titular durante toda a última temporada com a camisa do River Plate, onde levantou os títulos da Recopa Sul-Americana e da Copa da Argentina.

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Um reencontro que mostrou problemas a resolver!


Texto: Lucas Collar Foto: Ricardo Duarte

O esperado reencontro entre Inter, D’Alessandro e o Beira-Rio, depois de um ano de espera, enfim aconteceu. Porém, diferente do que o torcedor colorado se acostumou a ver, a partida de hoje ainda deixa resquícios de 2016 e dá um recado claro para que as coisas mudem enquanto ainda há tempo para que dificuldades maiores não apareçam no caminho vermelho no principal objetivo do ano: o acesso para a Série A em 2018.

No primeiro tempo, onde o Inter foi completamente dominado pelo Novo Hamburgo e perdeu por 2 a 0, vimos a utilização de D’Alessandro por um setor onde não rende tudo que pode acresecentar ao time e que foi visto na pré-temporada e até mesmo no empate contra o Veranópolis, onde teve uma boa atuação. Na partida deste sábado, atuou pelo lado direito, ajudando a recompor a segunda linha a todo instante e, por muitas vezes, foi visto ajudando o sistema defensivo e recebendo poucas bolas para armar.

Mesmo assim, ainda foi responsável pelo único chute do Inter na etapa inicial, obrigando o goleiro Matheus a fazer uma boa defesa após passe de Nico López. Aliás, a parceria com o atacante uruguaio começou a funcionar melhor no segundo tempo, quando Zago tirou o D’Alessandro do lugar onde estava sendo engolido pela defesa adversária. Flutuando no ataque, deu bons passes para Nico e Andrigo, além de boas combinações com Uendel, que também foi um dos destaques do jogo.

Porém, se podemos tirar algo de positivo da derrota deste sábado, é o momento em que ela ocorre. Ainda há tempo para reconhecer equívocos e mudar. Escalando jogadores certos e nas funções corretas, é meio caminho andado para que as coisas voltem a funcionar no Beira-Rio. Isso inclui, inclusive, o melhor jogador do time que voltou a ostentar a camisa dez que estava abandonada no Inter no ano sómbrio de 2016. Além disso, outra coisa que não pode deixar passar batido. Diferente do ano passado, o Inter tem alguém representado dentro de campo. Alguém que mostra indignação, peita a arbitragem e adversários, mesmo que tenha lhe rendido um amarelo, e que não deixará o time aceitar a derrota tão facilmente.



D'Ale e Inter: Felizes para sempre!



Texto: Lucas Collar  Fotos | Vídeo: Arquivo Blog Andrés D'Alessandro

O casamento entre Inter, D’Alessandro e o torcedor colorado já dava indícios que teria o “felizes para sempre” desde o primeiro dia do argentino em Porto Alegre. Para ser mais exato em 30 de Julho de 2008 quando foi recepcionado por mais de 2 mil torcedores no Salgado Filho em uma noite gelada. Noite parecida com a de 3 de Fevereiro de 2016 onde a capital gaúcha parou para dar um “até logo” (até porque parece impossível dizer adeus) para um dos maiores ídolos da história do Sport Club Internacional que estava de saída para jogar no time que o revelou para o mundo: o River Plate que também ocupa parte do seu coração.

O local era muito diferente do Beira-Rio onde D’Ale desfilou o seu futebol mágico e cansou de levantar taças que deixaram seu nome na história centenária do Inter. O Passo D’Areia foi onde o destino escolheu para que o argentino fosse reverenciado por seus súditos e, de quebra, levantasse, quem sabe, seu último troféu vestindo as cores do Inter. Durante os 90 minutos, talvez pela primeira vez na história, as atenções não estavam voltadas para o jogo e sim para a canhota de ouro no meio-campo pela última vez aos olhares tristes dos colorados.

E D’Ale foi embora. Cumpriu a palavra que tinha deixado aos “hinchas” do River Plate de um dia voltar depois de sair do clube argentino em 2003 para atuar no Wolfsburg da Alemanha. Com status de ídolo, o maestro conquistou ainda mais a torcida argentina com boas atuações, gols, assistências e o principal e que é de seu costume: taça no armário. Em um espaço de um ano conquistou a Recopa Sul-Americana e a Copa da Argentina, mas nem assim podemos dizer que D’Alessandro estava feliz.

O Inter, que D’Alessandro tinha se despedido meses atrás, estava mal das pernas. O Colorado lutava como podia para se livrar da maior mancha da sua história e diferente do que muitos imaginavam, pelo silêncio respeitoso que adotou por conta do River Plate e também pelo grupo de jogadores do Inter, a preocupação do camisa 10 era grande. O gringo acompanhou todos os jogos enquanto esteve longe e sofreu assim como todo torcedor colorado em 2016. Manteve contato com os antigos companheiros, tentou ajudar de todas as formas que lhe cabiam e, principalmente, nunca escondeu sua vontade: voltar para casa mesmo se o pior acontecesse (e aconteceu).


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D’Alessandro foi feliz e fez feliz os torcedores do River Plate na Argentina mesmo em um curto espaço de tempo. Mas felicidade foi um termo que ficou em falta no lado vermelho de Porto Alegre desde 3 de Fevereiro de 2016.  E mesmo na Série B, podemos dizer que está de volta desde o seu desembarque no Salgado Filho no final do ano passado onde foi recebido com muita festa pelos três mil torcedores presentes no local. O recomeço dessa casamento não tem sido diferente do que o torcedor está acostumado: vontade, determinação, qualidade técnica e identificação para que o Inter e D’Alessandro possam juntos novamente voltar ao “felizes para sempre”.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

D'Alessandro não será poupado, e sim preservado.


Texto: Lucas Collar | Foto:Blog Andrés D'Alessandro

A temporada do Inter começou oficialmente no último domingo no empate em 1 a 1 com o Veranópolis no Antônio David Farina. Muito mais do que o jogo em si, a grande novidade ficou por conta do retorno de D’Alessandro ao Inter com a camisa dez nas costas e a tarja de capitão no braço sendo vísiveis novamente aos olhos do torcedor e não somente em uma lembrança como foi durante a temporada passada. Porém, a expectativa de rever a combinação que deu tão certo nos últimos anos entre D’Ale e Beira-Rio precisará ser adiada por, pelo menos, mais alguns dias.

A temporada será longa e o cuidado para possíveis lesões precisam ser redobrados. Só no primeiro semestre, em um começo de temporada, serão quase três jogos por semana envolvendo Gauchão, Primeira Liga e Copa do Brasil. A chance de uma lesão muscular acontecer, não só com D’Alessandro, é grande e a preparação física tem total consicência disso e por isso adotará essa medida cautelosa nesta quarta-feira contra o Brasil de Pelotas pela Primeira Liga.

É claro que depois de um ano tão ruim para o Inter como foi 2016, a expectativa de retornar ao Beira-Rio no primeiro jogo em casa no ano e rever um de seus maiores ídolos em campo, é muito grande. Mas certos “sacrifícios” são necessários para que a caminhada seja trilhada com acertos nos pequenos detalhes e no final de tudo, o objetivo maior ser alcançado da melhor maneira possível.

domingo, 29 de janeiro de 2017

D'Ale, enfim, está de volta.


Texto: Lucas Collar |Foto: Ricardo Duarte
A espera da torcida do Inter foi muito grande. Para ser exato: um ano. E que ano. 2016 foi doloroso para a torcida colorada do começo ao fim. O ano começou com uma despedida de um de seu maiores ídolos e terminou com uma inédita queda para a Série B. Porém, a longa espera, enfim chegou ao final. Neste domingo, na estréia do Inter no Gauchão, finalmente D’Alessandro estava lá. Com a camisa dez, a braçadeira de capitão e a qualidade na sua perna canhota que sempre estiveram presentes nos oito anos de clube.

Como já tinha acontecido nos jogos-treino que pude acompanhar no Vila Ventura, D’Ale comandou o meio-campo do Inter e participou das jogadas mais perigosas do Inter na primeira etapa. Uma cobrança de falta que colocou na cabeça de Diego que acertou a trave e em uma cobrança de escanteio que colocou na cabeça de Ernando que parou no goleiro do Veranópolis. Ainda precisou mostrar toda sua liderança e identificação ao ir até o alambrado do Antônio David Farina tentar parar com a selvageria que acontecia entre duas torcidas organizadas que acabou paralisando o jogo por dez minutos.

No segundo tempo, jogando mais próximo da área adversária, já começou participando do lance do gol do Inter. Na ponta direita, tocou para Rodrigo Dourado, que tabelou com Roberson para marcar de cabeça. Quase marcou seu gol em chute de longe e em tabela com Nico López. Também deixou os companheiros em boas condições de marcar em algumas oportunidades, como Ceará, que parou no goleiro e Andrigo, que chutou em cima da zaga.

Apesar de muita coisa ter mudado desde aquele 13 de Agosto de 2008 quando D’Alessandro estreou pelo Inter, algumas coisas seguem iguais. A ansiedade de buscar o seu melhor dentro de campo, a vontade e a gana de vencer e a qualidade técnica que dá ao time tudo que ele não teve no ano passado. Enfim, o torcedor colorado pode dizer: o capitão voltou.

PS: Para quem dizia que D’Alessandro está com idade avançada e que não serve ao Inter: O camisa 10 esteve presente durante os noventa minutos no gramado e em alto rendimento.

Carta Aberta a D'Alessandro.

CARTA ABERTA A D’ALESSANDRO: OS DOZE MESES DE TORTURA

Texto: Nando Rocha | Foto: Alexandre Lops

Foram intermináveis doze meses. Um longo e penoso ano como se estivéssemos órfãos. Não há registros no planeta de um clube que tenha sentido tanto a ausência de um jogador. Seja da liderança, da braçadeira, da técnica. Quando a bola não entrava, os oito anos de convívio nos remetiam a uma procura frustrada por ti. E quando a ficha caía, após aquela fração de segundos de alento de encontrá-lo ali, a tristeza tomava conta. É como se ninguém nos entendesse. Como se ninguém lutasse pela nossa historia como cansasses de fazer.

Quis o destino que a volta, um ano depois, fosse contra um clube de pouca expressão. Aliás, será a tônica desse ano inédito e dolorido. Jogaremos pouco contra equipes da nossa grandeza. Mas você abriu mão de uma Libertadores no outro clube vermelho do seu coração para nos tirar do inferno.

Dessa vez, quando o adversário fizer um gol, vamos procurar em campo e veremos em você a figura que personifica aquela torcida que lotou o Beira-Rio nos jogos mais angustiantes dos nossos 107 anos. Não nos sentiremos órfãos. Não sei quando a nossa história vai acabar, mas sabemos o quão dolorido foi aquela separação abrupta. Aprendemos na dor que não vai ser fácil deixar de vê-lo com a nossa camisa 10 e a braçadeira de bandeiras gaúcha e argentina.

Foram esses doze meses longe que me fizeram lembrar um poeta gaúcho chamado Mário Quintana, que, em meio a tantos de seus lindos escritos, diz: “se tiver de me esquecer, me esqueça. Mas bem devagarinho”.

D’Ale, fique o tempo que quiser. A casa é pra sempre sua. Sentimos muito a tua falta. Seja bem-vindo de volta e nos tire daqui.

Por Nando Rocha

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

D'Ale. Um Soldado Que Vai à Guerra Sozinho.


Texto Lucas Collar | Foto: Ricardo Duarte
O Inter de 2017 ainda lembra muito o de 2016. Depois do rebaixamento, o time ainda não conseguiu mostrar muita coisa diferente do que vimos no ano passado na pré-temporada, exceto por D’Ale. Defino o argentino como o soldado que mesmo sem um grande arsenal, vai a guerra e tenta vencê-la de todas as maneiras, inclusive, quando a batalha não representa muita coisa, como é um jogo-treino de pré-temporada.

Na derrota para o Tubarão, no Vila Ventura em Viamão, D’Alessandro foi uma ilha. Mesmo sem receber a bola dos volantes do Inter que não realizam o trabalho de levar o time da defesa para o ataque, o argentino foi buscar o jogo, se deslocou e brigou muito, inclsuive com a arbitragem, como costumeiro do seu espírito de luta e de vencedor. Teve chances de marcar em chutes de longe, mas não conseguiu colocar a bola na rede.

Foi substuído ao final de uma hora de treino, assim como todo o time titular enquanto o placar mostrava um empate sem gols entre Inter e Tubarão. Com a saída do capitão, o Inter mostrou tudo que já estamos acostumados a ver. Um time sem criação, sem o improviso e sem a mágia que pode sair a qualquer momento da perna canhota do camisa 10.

O resultado pode até não importar muito. Mas uma coisa precisa ficar clara. D’Alessandro, assim como o Inter, precisa de reforços para que seu futebol que lhe coloca entre um dos maiores ídolos do clube, possa crescer cada vez e com isso recolocar o Inter no lugar de onde nunca deveria ter saído.