quinta-feira, 30 de julho de 2015

D'ALE, 7 ANOS DE INTER! Por Max Peixoto

Imagine agora, neste momento, quantos guris estão nos campos de terras, ruas de saibro ou em quadras de futebol nas escolas, sonhando em ser o ídolo de algum time de futebol. 

Existem pessoas que acreditam em sorte, outras em destino e algumas que apenas aceitam as demandas que a vida nos proporciona. Porém na minha concepção, para tudo existe uma razão. 

Quem sabe na infância de Andrés, lá em Paternal, ele jamais tenha se imaginado no Inter. Nunca imaginou que acharia seu rumo no país vizinho. Porém seu destino estava traçado. Os Deuses do futebol não erram, e não erraram. 

Hoje ele faz 7 anos de Inter. Em 2008, após um ressaca do tamanho do mundo em 2007, nosso colorado juntava os cacos de uma temporada melancólica para um clube recém campeão mundial. A saída do capitão das primeiras glórias internacionais, deixou o clube orfão de uma referência, de um líder nato que encarnasse o manto vermelho no tapete verde. Porém poucos dias depois, esse ícone que estava faltando para reassumir o leme chegou.


 Se chamava D'Alessandro. Andrés Nicolás D'Alessandro. Canhoto, com um futebol arrastado, porém habilidoso. De uma carreira muito abaixo na europa, e que tentava se reerguer no cenário sulamericano após passagem curta pelo San Lorenzo. Era o casamento improvável, mas que deu certo. Do dia 30 de julho de 2008, até este dia 30 de julho de 2015, ganhou 10 títulos, fez 75 gols e conquistou milhões de corações colorados. Tragédias e exitos. Turbulências e calmarias. Toda prova que um ídolo precisa passar, ele passou. Uma catimba malandra, um drible "bobo" com a tristeza de um tango que deixa o marcador perdido no salão. 

Uma gana de vencer que passa as barreiras da razão. Brigador, peleador e chorão. Chora pela vontade ganhar. De ganhar pelo povo que o idolotra, pelo povo que briga junto pela camisa rubra. A camisa 10 é clichê. É a mais vendida em qualquer lugar do mundo. Porém aqui é cultuada. Tem nome e sobrenome. É de procedência portenha. Cria das ruas melancólicas de Buenos Aires. Do sofrimento que o clima argentino passa em tudo aquilo que disputa. A 10 aqui é espelho de fibra e determinação. É vencedora. Do grenal que o rabote mágico se formou em quatrilho, até o topo da América com as 3 taças maiorais do continente, ele estava lá. 



Do trágico 14 de Dezembro de 2010, até o carnaval rubro dentro do chiqueiro 5 meses depois, ele estava lá. Um ídolo forjado à ferro e fogo. Forjado de derrotas e muitas glórias. Andrés, só tenho que te agradecer por esses 7 anos de Inter. Obrigado por representar a minha vontade de vencer dentro das 4 linhas. Obrigado pelos momentos tristes e alegres. Obrigado por me fazer sonhar quando tu veste a camisa centenária. Um dia contarei as história do Andrés para meu filho, porém nesse momento, só quero continuar tendo a honra de ainda vivê-las contigo. 

Um abraço, querido


Um comentário:

  1. pois é!! já uns e outros que juram amor eterno e gratidão ao inter estão sempre de malas prontas para partir, ao menor tilintar de moedas.
    Perdão D'Alessandro, por sempre achar que teu tempo no INTER já acabou, que não precisamos mais de ti. Fica para sempre no nosso COLORADO.

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