sábado, 4 de fevereiro de 2017

D'Ale e Inter: Felizes para sempre!



Texto: Lucas Collar  Fotos | Vídeo: Arquivo Blog Andrés D'Alessandro

O casamento entre Inter, D’Alessandro e o torcedor colorado já dava indícios que teria o “felizes para sempre” desde o primeiro dia do argentino em Porto Alegre. Para ser mais exato em 30 de Julho de 2008 quando foi recepcionado por mais de 2 mil torcedores no Salgado Filho em uma noite gelada. Noite parecida com a de 3 de Fevereiro de 2016 onde a capital gaúcha parou para dar um “até logo” (até porque parece impossível dizer adeus) para um dos maiores ídolos da história do Sport Club Internacional que estava de saída para jogar no time que o revelou para o mundo: o River Plate que também ocupa parte do seu coração.

O local era muito diferente do Beira-Rio onde D’Ale desfilou o seu futebol mágico e cansou de levantar taças que deixaram seu nome na história centenária do Inter. O Passo D’Areia foi onde o destino escolheu para que o argentino fosse reverenciado por seus súditos e, de quebra, levantasse, quem sabe, seu último troféu vestindo as cores do Inter. Durante os 90 minutos, talvez pela primeira vez na história, as atenções não estavam voltadas para o jogo e sim para a canhota de ouro no meio-campo pela última vez aos olhares tristes dos colorados.

E D’Ale foi embora. Cumpriu a palavra que tinha deixado aos “hinchas” do River Plate de um dia voltar depois de sair do clube argentino em 2003 para atuar no Wolfsburg da Alemanha. Com status de ídolo, o maestro conquistou ainda mais a torcida argentina com boas atuações, gols, assistências e o principal e que é de seu costume: taça no armário. Em um espaço de um ano conquistou a Recopa Sul-Americana e a Copa da Argentina, mas nem assim podemos dizer que D’Alessandro estava feliz.

O Inter, que D’Alessandro tinha se despedido meses atrás, estava mal das pernas. O Colorado lutava como podia para se livrar da maior mancha da sua história e diferente do que muitos imaginavam, pelo silêncio respeitoso que adotou por conta do River Plate e também pelo grupo de jogadores do Inter, a preocupação do camisa 10 era grande. O gringo acompanhou todos os jogos enquanto esteve longe e sofreu assim como todo torcedor colorado em 2016. Manteve contato com os antigos companheiros, tentou ajudar de todas as formas que lhe cabiam e, principalmente, nunca escondeu sua vontade: voltar para casa mesmo se o pior acontecesse (e aconteceu).


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D’Alessandro foi feliz e fez feliz os torcedores do River Plate na Argentina mesmo em um curto espaço de tempo. Mas felicidade foi um termo que ficou em falta no lado vermelho de Porto Alegre desde 3 de Fevereiro de 2016.  E mesmo na Série B, podemos dizer que está de volta desde o seu desembarque no Salgado Filho no final do ano passado onde foi recebido com muita festa pelos três mil torcedores presentes no local. O recomeço dessa casamento não tem sido diferente do que o torcedor está acostumado: vontade, determinação, qualidade técnica e identificação para que o Inter e D’Alessandro possam juntos novamente voltar ao “felizes para sempre”.

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